sexta-feira, 27 de abril de 2012

Reflexão 3: Percepção

Uma leitura necessária.



Um homem sentou-se em uma estação de metro em Washington DC e começou a tocar violino; era uma fria manhã de Janeiro. Ele tocou 6 peças de Bach por aproximadamente 45 minutos. Durante esse tempo, considerando que era horário de pico, calcula-se que 1100 pessoas passaram pela estação, a maioria a caminho pro trabalho.

Três minutos se passaram, e um homem de meia-idade percebeu que um músico estava tocando. Ele diminuiu o passo, parou por alguns segundos, e então apressou-se a seus compromissos.

Um minuto depois, o violinista recebeu sua primeira gorjeta de 1 dólar: uma mulher arremessou o dinheiro na caixa e continou a andar.

Alguns minutos depois, alguém encostou-se na parede para ouvi-lo, mas o homem olhou para seu relógio e voltou a andar. Obviamente ele estava atrasado para o trabalho.

O qual prestou mais atenção foi um garoto de 3 anos de idade. Sua mãe que o trazia, o apressou, mas o garoto parou pra olhar o violinista. Por fim, a mãe o empurrou fortemente, e a criança continuou a andar, virando sua cabeça a toda hora. Essa ação se repetiu por muitas outras crianças. Todos os pais, sem exceções, os forçaram a seguir andando.

Nos 45 minutos que o músico tocou, apenas 6 pessoas pararam e ficaram lá por um tempo. Aproximadamente 20 o deram dinheiro, mas continuaram a andar normalmente. Ele recebeu $32. Quando ele acabou de tocar, ninguém percebeu. Ninguém aplaudiu, tampouco houve algum reconhecimento.

Ninguém sabia disso, mas o violinista era Joshua Bell, um dos mais talentosos músicos do mundo. Ele acabara de tocar umas das peças mais difíceis já compostas, em um violino que valia $3,5 milhões de dólares.

Dois dias antes dele tocar no metrô, Joshua bell esgotou os ingressos em um teatro de Boston onde cada poltrona era aproximadamente $100.


Esta é uma história real. Joshua Bell tocou incógnito na estação de metrô, que foi organizado pelo Washington Post como parte de um experimento social sobre percepção, gosto, e prioridade das pessoas. O cabeçalho era: no ambiente comum em uma hora inapropriada: Nós percebemos a beleza? Nós paramos para apreciá-la? Nós reconhecemos talento em um contexto inesperado?


Uma das possíveis conclusões desse experimento poderia ser:
Se nós não temos tempo para parar e ouvir um dos melhores músicos do mundo tocando algumas das melhores músicas já compostas, quantas outras coisas mais não estamos perdendo?


Reflitam! 

Isabela de F.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

VII Jornada Tomista de PE

VII Jornada Tomista de Pernambuco
Recife, 22 a 25 de maio de 2012

CONFERÊNCIA DE ABERTURA

Dia 22.05 (terça): das 19h às 22h - Auditório do CIRCAPE - Rua do Riachuelo, 105, 10º andar - Boa Vista - Recife

Prof. Dr. Luis Alberto de Boni (SBFM): Idade Média, Renascimento e Modernidade


MANHÃS - MINICURSO

Prof. Dr. Luis Alberto de Boni (SBFM): O Tratado da Lei de Santo Tomás

Dias 23, 24 e 25.05: das 09 às 12h - Auditório do Dep. Filosofia - 15º andar - CFCH - UFPE

Inscrições no minicurso com direito a certificado: R$15,00 (quinze reais) - no Dep. Filosofia - 15º andar - CFCH - UFPE e/ou DA de Filosofia - 3º andar - CFCH - UFPE.


TARDES - COMUNICAÇÕES

Dias 23, 24 e 25.05: das 16h às 18h - salas de aulas - 3º andar - Bloco B - UNICAP

As inscrições de comunicações (de 20 minutos cada), sobre Tomás de Aquino ou temas correlatos, vão até o dia 10.05.2012. Para tal, enviar título e resumo (com, no máximo, 200 palavras) para o seguinte endereço eletrônico: marcosnunescosta@hotmail.com

Entrada Franca


NOITES - CONFERÊNCIAS

Das 19 às 22h - Auditório do CTCH - 1º andar - Bloco B - UNICAP

Dia 23.05 (quarta) - Prof Dr. José Renivaldo Rufino (UNICAP) - A Noção de Peregrinatio em Agostinho de Hipona

Dia 24.05 (quinta) - Prof Dr. Anderson D'arc Ferreira (UFPB) - O movimento do Intelecto em Direção a Deus.

Dia 25.05 (sexta) - Prof. Dr. Marcos Roberto nunes Costa (UFPE) - O Problema do Conhecimento em Agostinho e Tomás de Aquino

Entrada Franca


Organização

Prof. Dr. Marcos Roberto Nunes Costa (UFPE)
Prof. MSc. Danilo Vaz-Curado (UNICAP)
MSc. Carlos Vieira (Instituto Humanitas - UNICAP)


Realização

Instituto de Pesquisa Filosófica Santo Tomás de Aquino/CIRCAPE - Dep. Filosofia/Instituto Humanitas - UNICAP - Dep. e DA de Filosofia/UFPE

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O “Cuidado de Si”, de Michel Foucault

O filósofo Michel Foucault deixou inscrito uma das mais belas profecias sobre o “cuidado de si”. Uma ética política sobre a história da sexualidade, incluída a morte. A problemática da governamentalidade fora retomada no “resumo dos cursos do College de France” (1970-1984): “gostaria de me insinuar sub-repticiamente no discurso que devo pronunciar hoje, e nos que deverei pronunciar aqui, talvez durante dez anos”. Veio a falecer em 25 de junho de 1984, “quando seu estado de saúde não mais lhe permitia prepará-los”.

Salvo engano, nenhum sistema de pensamento em tão pouco tempo, obteve repercussão tão ampla e evidente, do ponto de vista da mudança de simbólica, a partir de temas como: a crítica da razão governamental, a analítica do poder, sobre as relações “espaço-tempo” e “poder-saber”, “estética da existência” e “experimento moral”, e mesmo entre o “império do olhar” e a “arte de ver”. É impossível esquecer a tese segundo a qual “a visibilidade é uma armadilha” numa sociedade que “canceriza” a vista a través do poder disciplinar.

O estudo dedicado ao “cuidado de si” teve como referência Alcibíades, retratado pelo pintor Pedro Américo em 1865. Nele, as questões dizem respeito ao “cuidado de si” com a política, com a pedagogia e com o conhecimento de si. Sócrates recomendava a Alcibíades que aproveitasse a sua juventude para ocupar-se de si mesmo, pois, “com 50 anos, seria tarde demais”. Mas isso, numa relação que diz respeito talvez ao “enamoramento”, na acepção de Francesco Alberone e que não pode “ocupar-se de si” sem a ajuda do outro.

Contudo, é no discurso dedicado à formação da “hermenêutica de si” (1981-1982) que Foucault pretendeu estudá-lo “não somente em suas formulações teóricas, mas de analisá-lo em relação ao conjunto de práticas que tiveram uma grande importância na Antigüidade clássica ou tardia”. Isto porque, para ele, esse princípio de “ocupar-se de si”, de “cuidar-se de si mesmo” estão associados.
O exercício da morte, tal como fora evocado por Sêneca, consiste em viver a longa duração da vida como se fosse tão curta quanto um dia e viver cada dia como se a vida inteira coubesse nele; todas as manhãs, deve-se estar na infância da vida, mas deve-se viver toda a duração do dia como se a noite fosse o momento da morte. Na hora de ir dormir, afirma na Carta 12, digamos com alegria, com um sorriso: “eu vivi”.

Isto quer dizer que através dos exercícios de abstinência e de domínio que constituem a askesis necessária, o lugar atribuído ao conhecimento de si torna-se mais importante: a tarefa de se pôr à prova, de se examinar, de controlar-se numa série de exercícios bem definidos, coloca a questão da verdade – da verdade do que se é, do que se faz e do que é capaz de fazer – no cerne da constituição do sujeito moral. E, finalmente, o ponto de chegada dessa elaboração é ainda e sempre definido pela soberania do indivíduo sobre si mesmo; mas essa soberania amplia-se numa experiência onde a relação consigo mesmo assume a forma, não somente de uma dominação “mas de um gozo sem desejo e sem perturbação”.

Nesse lento desenvolvimento da arte de viver sob o signo do “cuidado de si”, os dois primeiros séculos da época imperial podem ser considerados como o ápice de uma curva: uma espécie de idade de ouro na cultura de si, sendo subentendido, evidentemente, que esse fenômeno só concerne aos grupos sociais, bem limitados em número, que eram portadores de cultura e para os quais uma techne tou biou podia ter um sentido e uma realidade: ou seja, “aqueles que querem salvar-se devem viver cuidando-se sem cessar”. Ademais, é conhecida a amplitude tomada em Sêneca pelo tema da aplicação a si próprio: é para consagrar-se a esta que é preciso renunciar às outras ocupações: poder-se-ia desse modo tornar-se disponível para si próprio. Sêneca dispõe de todo um vocabulário para designar as diferentes formas que o cuidado de si deve tomar e a pressa com a qual se procura unir-se a si mesmo. Apressa-te pois para o objetivo: “dize adeus às esperanças vãs, acorre em tua própria ajuda se te lembras de ti mesmo, enquanto ainda é possível”.

Portanto, é possível dizer que não há idade para se ocupar consigo. Dizia Epicuro: "Quando se é jovem, não se pode evitar de filosofar e, quando se é velho, não se deve cansar de filosofar. Nunca é muito cedo ou muito tarde para cuidar de sua alma. Aquele que diz que não é ainda, ou que não é mais tempo de filosofar, parece àquele que diz que não é ainda, ou não é mais tempo de atingir a felicidade. Deve-se, então, filosofar quando se é jovem e quando se é velho, no segundo caso (...) para rejuvenescer ao contato do bem, pelas lembranças dos dias passados, e no primeiro caso (...) afim de ser, ainda que jovem, tão firme quanto um velho diante do futuro". Aprender a viver a vida inteira era um aforismo citado por Sêneca e que convida a transformar a existência numa espécie de exercício permanente; e mesmo que seja bom começar cedo, é importante jamais relaxar.

Mas há uma advertência: “é preciso tempo para isso”. E é um dos grandes problemas dessa cultura de si, fixar, no decorrer do dia ou da vida, a parte que convém consagrar-lhe. Recorre-se a muitas fórmulas diversas. Pode-se reservar, à noite ou de manhã, alguns momentos de recolhimento para o exame daquilo que se fez, para a memorização de certos princípios úteis, para o exame do dia transcorrido; o exame matinal e vesperal dos pitagóricos se encontra, sem dúvida com conteúdos diferentes, nos estóicos; Sêneca, Epicteto, Marco Aurélio, fazem referência a esses momentos que se deve consagrar a voltar-se para si mesmo.

Pode-se também interromper de tempos em tempos as próprias atividades ordinárias e fazer um desses retiros que Musonius, dentre outros, recomendava vivamente: eles permitem ficar face a face consigo mesmo, recolher o próprio passado, colocar diante de si o conjunto da vida transcorrida, familiarizar-se, através da leitura, com os preceitos e os exemplos nos quais se quer inspirar e encontrar, graças a uma vida examinada, os princípios essenciais de uma conduta racional. É possível ainda, no meio ou no fim da própria carreira, livrar-se de suas diversas atividades e, aproveitando esse declínio da idade onde os desejos ficam aparentemente apaziguados, consagrar-se inteiramente, como Sêneca, no trabalho filosófico ou, como Spurrima, na calma de uma existência agradável, “à posse de si próprio”.

Esse tempo não é vazio: ele é povoado por exercícios, por tarefas práticas, atividades diversas. Ocupar-se de si não é uma sinecura. Existem os cuidados com o corpo, os regimes de saúde, os exercícios físicos sem excesso, a satisfação, tão medida quanto possível, as necessidades. Existem as meditações, as leituras, as anotações que se toma sobre livros ou conversações ouvidas, e que mais tarde serão relidas, a rememoração das verdades que já se sabe mas de que convém apropriar-se ainda melhor. Marco Aurélio fornece, assim, um exemplo de “anacorese em si próprio”: trata-se de um longo trabalho de reativação dos princípios gerais e de argumentos racionais que persuadem a não deixar-se irritar com os outros nem com os acidentes, nem tampouco com as coisas.

Tem-se aí um dos pontos mais importantes dessa atividade consagrada a si mesmo. Ela não constitui um exercício da solidão; mas sim uma verdadeira prática social. E isso, em vários sentidos. Mas toda essa aplicação a si não possuía como único suporte social a existência das escolas, do ensino e dos profissionais da direção da alma; ela encontrava, facilmente, seu apoio em todo o feixe de relações habituais de parentesco, de amizade ou de obrigação. Quando, no exercício do cuidado de si, faz-se apelo a um outro, o qual advinha-se que possui aptidão para dirigir e para aconselhar, faz-se uso de um direito; e é um dever que se realiza quando se proporciona ajuda a um outro ou quando se recebe com gratidão as lições que ele pode dar. Acontece também do jogo entre os cuidados de si e a ajuda do outro inserir-se em relações preexistentes às quais ele dá uma nova coloração e um calor maior. O cuidado de si – ou os cuidados que se tem com o cuidado que os outros devem ter consigo mesmos – aparece então como uma intensificação das relações sociais. Sêneca dedica um consolo à sua mãe, no momento em que ele próprio está no exílio, para ajudá-la a suportar essa infelicidade atual e, talvez, mais tarde, infortúnios maiores. O “cuidado de si” aparece, portanto, intrinsecamente ligado a uma espécie de “serviço da alma” que comporta a possibilidade de um jogo de trocas com o outro e de um sistema de obrigações recíprocas.

Destaca-se:
Os filosofos gregos valorizavam bastante o conceito do cuidado de si.
Pedagogia política erótica (amizade)
É preciso primeiro cuidar de si, para poder cuidar do outro.

  • A noção de desaprender.
  • Alternativa Etico-Politica
  • Auto-administração
  • Aperfeiçoamento
  • Governo de si
Cuidado de si: retorno a si mesmo e ocupar-se consigo mesmo.
Cuidado de si exige uma técnica de si:
  • Tarefa constante diária
  • Antes de dormir reflita sobre o que você fez no dia
  • Meditações
  • Exame de consciência
  • Dietética
Ocupar-se consigo mesmo:
  • Ser amigo de si mesmo
  • Ter privacidade
  • Desaprender
  • Desocupar-se das coisas inuteis
Filosofia é terapia da alma.
"Eu estou a disposição tanto do pobre como do rico, sem distinção [...] podeis reconhecer que sou bem um homem dado pelo Deus à cidade por esta reflexão: Não é conforme à natureza do homem que eu tenha negligenciado todos os meus interesses [...] para me ocupar do que diz respeito a vós [...] para persuadir cada um a tornar-se melhor." Sócrates.
- Lembrem-se do post de Alan: http://subjetividadescompatilhadas.blogspot.com.br/2012/03/michel-foucault-no-globo-ciencia.html
- Leiam um pouco mais em: http://www.espacoacademico.com.br/073/73damasio.htm


Fontes: http://secundoneto.blogspot.com.br/2008/03/prolegmenos-sobre-o-cuidado-de-si-de.html


Isabela de F.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Psicologia da Aprendizagem: Condicionamento Clássico (Pavlov)

O Condicionamento Clássico, também conhecido por condicionamento de Pavlov, foi proposto por este investigador (Pavlov 1849 – 1936) entre 1903 e 1908 numa experiência com cães. A ideia é que depois de um certo numero de ensaios o cão fizesse algo que não fazia antes, ele teria aprendido alguma coisa. É curioso que esta investigação deixou Pavlov mais conhecido que seu prémio Nobel recebido em 1904.
Ele percebeu uma coisa que muitos dos que lerem isso também já terão percebido, um cão (ou outro animal) que tenhamos em casa, quando ouve o som de panelas, ou vê a pessoa que costuma trazer o alimento já se prepara para recebe-lo mesmo antes de ver o alimento. Como isso poderia ser medido? Através da saliva do cão. Para que o procedimento fosse rigoroso ele fez uma pequena cirurgia no cão introduzindo um tipo nas glândulas salivares para que a medição fosse precisa (Figura abaixo). Assim inicialmente era apresentando um alimento ao cão, ele salivava. Depois era apresentado um som, o som de um metrónomo, a resposta ao som era aleatória. Em seguida era apresentado o som seguido do alimento, depois de muitos ensaios ao ser apresentado o som o animal já salivava, o que não fazia antes.
À apresentação do alimento é dado o nome de Estímulo Incondicionado (EI), o som, Estímulo Neutro (EN) e ao som seguido de alimento Estímulo Condicionado (EC), por que se condicionou o cão a reagia daquela maneira.
Com relação as respostas, a salivação diante do alimento, Resposta (ou Reflexo) Incondicionada (RI), a salivação diante do som, Resposta (ou Reflexo) Condicionada (RC), a resposta condicionada é a característica aprendida pelo animal.
Este processo é chamado de aquisição, também foi estudado por Pavlov e outros, o processo de extinção dessa característica adquirida, e o processo de recuperação instantânea, que seria a recuperação da resposta depois de um tempo de descanso, que se mostrou eficaz com 70% de recuperação.
Esse procedimento que descrevi não precisa (nem foi) feito apenas oferecendo alimento ao animal, de fato, ele também foi realizado com relação ao medo, dando choque, borrifadas de água, etc.
É também importante notar que a RI e a RC não são idênticas, medidas de experiências mais recentes e mais precisas mostraram que existe um pequena diferença e a RC, no caso da salivação, é ligeiramente menor. Esse tipo de comparação no procedimento de medo é mais visível. Ao receber um choque o animal normalmente pula e acelera seu ritmo cardíaco num procedimento de fuga, já no caso da RC ao ver uma luz ou som que precede o choque ele se encolhe e diminui o ritmo cardíaco, num procedimento de preparação para a fuga.
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Como foi dito o procedimento de Pavlov não se aplica aos outros animais, o seres humanos também podem (e foram) submetidos a experiências.
Basicamente este procedimento pode ser usado para aquisição ou remoção de medos. Um bom exemplo no conceito de condicionamento clássico no dia a dia é o dentista. Grande parte das pessoas sente verdadeira ojeriza a uma ida ao dentista, de certo esse medo foi gerado nas primeiras experiências com este profissional, particularmente o som da broca bota medo em muita gente (só de lembrar aqui já me dá calafrios). Colocando nos termos de Pavlov: O som da broca sozinho é um Estímulo Neutro (EN), não deve gerar nenhum comportamento específico. Nas primeiras idas ao dentista ouvimos o som da broca (EN) e em seguida (possivelmente) a broca toca um nervo e sentimos uma forte dor, Estímulo Incondicionado, ao cabo de alguns ensaios (algumas idas ao dentista), nos contraímos só de ouvir o som da broca, Resposta Condicionada, mesmo passado muito tempo sentimos repulsa quando ouvimos aquele som.
Este processo se deu naturalmente em muitos de nós, mas isso poderia ser forjado. Um bom exemplo disso foi na experiência de Watson e Rayner (1920) com o pequeno Albert, uma criança de 9 meses, que antes da experiência não apresentava qualquer medo de ratos ou objectos peludos, ao fim desta, a criança chorava e evitava qualquer animal deste tipo ou objectos semelhantes. Veja o filme:

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É interessante perceber que este é o lançamento das bases do behaviorismo (comportamentalismo) que posteriormente foi bastante criticado pela vertente cognitiva.


Referências
PINTO, A., Psicologia Geral, Porto: 2007


Att: Elaine Marise

Congresso de Psicologia


I Jornada - Distúrbios Mentais e Doenças Neurodegenerativas

Um pouco de Psicanálise


Sigmund Freud
A psicanálise afirma que comportamento humano é orientado pelo impulso sexual (libido=prazer). O austríaco, Sigmund Freud (1856-1939), é considerado o fundador desta abordagem. Freud, dirá que o comportamento humano é super determinado. Para estudar o comportamento Freud utilizou métodos:

  • Associação livre: Relato espontâneo e voluntário do paciente sem uso da hipnose, é o principal diferencial da abordagem freudiana na época. A partir desta associação livre, seria possível buscar subsídios para a análise dos sonhos e dos atos falhos. O psicanalista seria apenas um facilitador na interpretação, e não um decifrador de sonhos e atitudes comportamentais, como o senso comum prega.
  • Divisão da instâncias psíquicas: Id, ego e superego.
    Id: 
    princípio do prazer.
    Ego:
     princípio da realidade.
    Superego:
    normas institucionalizadas nas pessoas. Isto é, os princípios culturais e simbólicos.


  • Os mecanismos de defesa:
1. Negação: esconder um fato real para você.
2. Deslocamento: deslocar a causa para outra pessoa.
3. Recalque: suprimir a informação. Não vê e não ouve o que ocorre.
4. Formação reativa: atitude oposta.
5. Regressão: adoção de comportamentos infantis.
6. Projeção: colocar um comportamento seu no outro.
7. Racionalização: argumentação intelectualmente convincente. Procura meios lógicos de explicação.
8. Sublimação: direcionamento da energia sexual para uma atividade social.


  • Impulso sexual:
Fase oral (0 - 18 meses)
Boca, lábios, língua - principais órgãos do prazer.
Alcoolismo - frustração na fase oral devido ao afastamento de todos os objetos de sugar: polegar; desmame prematuro.
Inibição de fala, ganância, intolerância, agitação, curiosidade.

Fase Anal (18 meses - 3 anos)
Controle das fezes.
Centro das experiências frustradoras e compensadoras.
Avareza - prazer em reter as fezes.
Preocupação com a limpeza.
Dominação - Individuação - Separação.

Fase Fálica (3 anos - 7 anos)
O pênis é o principal objeto de interesse para as crianças de ambos os sexos.
Curiosidade pelas genitais das outras crianças.
Exibicionismo.
Papel do pai na procriação.
Sua origem e a dos outros bebês.
Amor pelo genitor - Complexo de Édipo.
Identidade sexual para toda a vida.

Fase de Latência (7 anos - 12 anos)
Os impulsos são impedidos de se manifestar.
Repugnância; vergonha; moralidade.
Fase de separação.
Rivalidade entre os sexos.

Fase genital (adulta)
Substituição do primeiro amor.
Início da relação amorosas.
Volta dos impulsos sexuais para o outro.


A psicanálise revolucionou a concepção do tratamento de problemas emocionais. também despertou interesse em áreas do conhecimento anteriormente negligenciadas. A citar, motivação, inconsciente, personalidade, comportamental anormal, desenvolvimento anormal, desenvolvimento infantil.


Fontes:
 Aulas e leituras diversas.
 DAVIDOF, Linda L. Introdução a Psicologia.

Alan Nascimento